De outro não posso cobrar
As amarguras que aqui se fez
Não pertence a ninguém
Minhas desilusões
Meus poucos vinténs.
Nem a mim
Nem a você
Cabem falas improvisadas
Noites inventadas
Dores que não convém
Deixarei esquecida
A Briga que não tivemos
Presságios de sentimentos
Desejo que vai
Vem.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Você não ver?
Você não ver
Que o corpo cansa
E a dor estanca.
Você não sente
Que meus dias não mentem
E que as noites são quentes.
Se não diz
Não sente
Por favor, não invente.
Assim vou me prender
Perder
E me arrepender.
Fica!
Não vai.
Mas, se não for pra ficar,
Sai.
Que o corpo cansa
E a dor estanca.
Você não sente
Que meus dias não mentem
E que as noites são quentes.
Se não diz
Não sente
Por favor, não invente.
Assim vou me prender
Perder
E me arrepender.
Fica!
Não vai.
Mas, se não for pra ficar,
Sai.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Reencontro...
Colocara o vestido com leveza de mãos infantis. Caminhou delicadamente sobre o chão frio, tateando o ar para não esbarrar nas esculturas espalhadas pela sala. Procurou o cigarro com mãos tremulas de desejo e o ascendeu escondida nos fundos da casa, para não deixar a fumaça retirar o cheio da paixão que ficara no quarto. Seu homem, assim o sentira, dormia profundamente, após um gozo de vida que beirava a morte, enquanto ela revivia cada cena daquela noite.
Até então, ela nunca conseguira deixar os espasmos entre suas pernas se prolongarem após a cama. Sempre morriam nos lençóis.
Surpreendida pelo seu corpo e desejo, a cada trago tinha a sensação que poderia morrer ali, feliz.
Risos silenciosos saíram pela sua face, invadindo todos os cómodos da casa e se misturando a uma leve vontade de chorar. O choro da [re]descoberta, do despertar, do [re]encontro.
[Re]encontro com a felicidade, que parecia ter sido exilada daquele peito, sem sinal de regresso. Felicidade ao ver sua cama acolhendo o homem desejado. Por saber que poderá dormir e acordar sem a impressão que ele desaparecerá no meio da madrugada, deixando apenas cheiros e desilusões. Felicidade por sentir prazer e não arrependimento após a entrega.
Felicidade em acreditar que aquela noite poderá ser dias. Por está fora da cama e mesmo assim se ver ao lado dele. Felicidade por, mesmo tendo a certeza do futuro incerto, vivenciar o presente sem os medos do passado. Felicidade, ainda maior, por ela. Por ter voltado a sonhar acordada.
Até então, ela nunca conseguira deixar os espasmos entre suas pernas se prolongarem após a cama. Sempre morriam nos lençóis.
Surpreendida pelo seu corpo e desejo, a cada trago tinha a sensação que poderia morrer ali, feliz.
Risos silenciosos saíram pela sua face, invadindo todos os cómodos da casa e se misturando a uma leve vontade de chorar. O choro da [re]descoberta, do despertar, do [re]encontro.
[Re]encontro com a felicidade, que parecia ter sido exilada daquele peito, sem sinal de regresso. Felicidade ao ver sua cama acolhendo o homem desejado. Por saber que poderá dormir e acordar sem a impressão que ele desaparecerá no meio da madrugada, deixando apenas cheiros e desilusões. Felicidade por sentir prazer e não arrependimento após a entrega.
Felicidade em acreditar que aquela noite poderá ser dias. Por está fora da cama e mesmo assim se ver ao lado dele. Felicidade por, mesmo tendo a certeza do futuro incerto, vivenciar o presente sem os medos do passado. Felicidade, ainda maior, por ela. Por ter voltado a sonhar acordada.
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